Começou de fato nesta quinta-feira uma nova fase nos treinamentos de força no Estádio Zezinho Magalhães. O elenco utilizou pela primeira vez a academia compacta adquirida pelo XV de Jaú para poder realizar o chamado treinamento funcional. E avaliação foi positiva da comissão técnica.
Com os aparelhos Lifeline, cuja base é formada por elásticos e borrachas fixados em pontos de apoio no próprio vestiário do Jauzão, a preparação física dos atletas ganha em agilidade e permite fazer economia no transporte e no pagamento de academia de musculação particular.
A estimativa da secretaria do clube é que pelo menos R$ 1,5 mil era gasto mensalmente com o transporte (de Kombi, a R$ 25 a viagem) e academia (R$ 500). O kit completo custou ao XV pouco mais de R$ 9 mil. Portanto, em seis meses os equipamentos estarão pagos.
O elenco foi dividido em dois grupos na manhã de hoje, cada qual trabalhando em um horário. O preparador físico do XV, Luciano Mussio, explica que essas sessões de treinamento funcional serão realizadas três vezes por semana. Com esse sistema, o trabalho é direcionado para músculos e movimentos específicos do futebol.
“Daqui para frente vamos repetir esses movimentos e criando novos. Vamos aumentar o grau de dificuldade”, disse Mussio. “Nossa preocupação nessas primeiras sessões é fazer adaptação deles (atletas) aos aparelhos.”
O esquema de treinamento foi baseado em um circuito de nove estações (aparelhos), sendo que em cada uma os atletas faziam 30 segundos de repetições numa série de movimentos. Cada grupo percorreu o circuito duas vezes, dobrando o número de movimentos ao longo de 30 minutos de atividades neuromuscular e funcional.
O ideal, segundo ele, é evoluir aos poucos a carga de força, aumentando a resistência com o uso dos aparelhos que permitem diferentes combinações. Além das nove estações fixas instaladas no vestiário, o departamento de preparação física do XV possui estações móveis, que podem ser levadas até o gramado. Alguns aparelhos fixos também serão levados ao campo, uma vez que foi feita adaptação no muro para fixá-los.
Americanos - Para o treinador Carlos Rossi, é normal os jogadores sentirem o esforço no início, mas ele reitera que o que foi adotado pelo XV é o que de mais moderno se tem na preparação física. Ele comentou que a seleção de futebol dos Estados Unidos utiliza equipamentos iguais aos do XV.
“A base do treinamento deles é isso aí. Há 35 anos existe esse treinamento funcional”, diz ele, ressaltando que foi adaptado do boxe para diferentes modalidades, de movo a atender especificidades de cada esporte.
Sobre contratações de jogadores para a Copa Paulista, o treinador já descartou as vindas de Cacique e de Mazinho, este um meia que estava no Sul. As conversas não evoluíram, segundo ele, por vários motivos. Quanto ao lateral Júlio Barbosa, que está em Goiás, o técnico do XV ainda tem esperança de convencê-lo a trocar de Estado e de competição.
Fonte: Paulo César Grange - Assessor de Imprensa - XV de Jaú